29/09/2017

Evento “O futuro da Minha cidade” discute o papel da Sociedade civil no desenvolvimento de Campo Grande

Como estará Campo Grande em 2037? Seremos reféns ou protagonistas do futuro da nossa cidade? Foram estes  os questionamentos deixados pelo palestrante Silvio Barros durante o evento  “ O Futuro da Minha Cidade”, realizado na noite de ontem. 28/09,  no auditório da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul. A ação é uma realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sinduscon-MS e tem  apoio da Fiems, Sesi, Secovi/MS (Sindicato da Habitação do Estado) e Caixa Econômica Federal.

O projeto teve inicio em 2012 e já passou por 19 cidades, e tem como principal objetivo mobilizar a sociedade civil para ser protagonista na gestão das cidades, desenvolvendo soluções para a sustentabilidade urbana. Esta iniciativa propõe uma estrutura de um modelo de trabalho para a implantação de programas de planejamento e desenvolvimento sustentável envolvendo principais lideranças do município.

Durante sua palestra, Silvio barros questionou o público sobre qual a postura que terão no futuro, “reféns ou protagonistas do futuro? Quem, efetivamente, parou em algum momento para pensar como será a cidade em que vive dentro de 20 anos?”, acrescentou ainda que  “a única forma de proteger um projeto de longo prazo e impedir a descontinuidade política pelo gestor público é se o projeto não for do gestor público, mas da sociedade. A sociedade tem que amadurecer e se revestir da visão de que o gestor é um servidor e, além de cobrar que ele trabalhe, participar para que a cidade seja como elas esperam. Independente da infraestrutura, do planejamento atual, o que importa é a vontade das pessoas”, disse.

A também palestrante do evento, a arquiteta urbanista Marcela Arruda destacou a importância da ocupação dos espaços públicos e o pensamento coletivo. “A ideia é conseguir sensibilizar e criar um conselho gestor que vá criar um plano para uma Campo Grande do futuro. Viemos fazer um convite para que as pessoas compreendam o quanto estão interessadas em participar e colaborar para que o plano seja desenvolvido em conjunto”, concluiu.

O evento de ontem foi uma ação de sensibilização à sociedade campo grandense para incentiva-la a pensar o futura da capital, mostrando através do exemplo da cidade de Maringá-PR, que é possível trabalhar em parceria - a sociedade e a prefeitura - para assegurar o crescimento econômico da cidade e a melhoria de sua qualidade para as pessoas.

Para o presidente do Sinduscon-MS, Amarildo Miranda Melo, o evento  foi um sucesso, pois uniu ali representantes de vários seguimentos da sociedade civil organizada da capital, mas ressaltou a necessidade de ação por parte de todos, “Que não fique só no papel, porque o papel comporta tudo, mas que possamos trazer exemplos de outras cidades do Brasil e outros países e, dentro das nossas particularidades, traze-los para cá, de forma a melhorar, de fato, a cidade e de cada morador”, concluiu.

O projeto “O Futuro da Minha Cidade” é uma iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e acontece de acordo com as seguintes etapas: sensibilização, mobilização, institucionalização, formalização, legalização, operacionalização e planejamento de longo prazo. O projeto precisa também de acompanhamento e avaliação. Para isso, as reuniões em todas as etapas precisam ser registradas e documentadas, com listas de presença, os assuntos tratados e suas resoluções.

Durante o evento foi passado uma lista de “apaixonados por Campo Grande”, e as pessoas que a assinaram se colocaram a disposição para o segundo passo do projeto, a mobilização para a  criação de um conselho gestor  da sociedade Civil de Campo Grande.

 

Sinduscon-MS

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