11/12/2017

Posicionamento CBIC – Para o Brasil crescer é preciso investimento

A indústria da construção vive hoje uma grande contradição: estimulada, será a nova âncora da recuperação da economia; esquecida, será a pedra que enterrará os suaves sinais de reação. Seja como for, não é mais possível ignorar a importância desse setor e o papel estratégico que desempenhará no esforço para recolocar o Brasil na trilha do desenvolvimento. Grande gerador de emprego e renda, elo que liga o cidadão ao sonho da moradia digna, a indústria da construção tem uma vocação econômica e social que não pode ser negligenciada – é nos momentos de crise que nosso setor dá sua contribuição mais efetiva. 2017 será o terceiro ano de retração consecutiva da indústria da construção, que deve encolher 6%. Nosso setor não pede benesses nem facilidades. Queremos um ambiente de negócios seguro e transparente e projetos que permitam a recuperação da nossa indústria, com impacto positivo e decisivo sobre a economia como um todo. Chegou o momento de dar uma guinada!
 
Muito tem sido feito pelo poder Executivo e o Congresso Nacional para fomentar um novo ciclo de crescimento e sepultar, de vez, a crise que assola o Brasil desde 2014. Foram produzidos avanços de grande relevância, como a criação de um teto para os gastos públicos; a redução continuada das taxas de juros; e a aprovação da reforma trabalhista e da terceirização; criando um novo ambiente, recuperando a credibilidade e o otimismo entre empreendedores e investidores. Essa reação está exposta no desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, que saiu da estagnação. A construção civil tem sido o segmento da indústria que não acompanha esse movimento positivo, registrando quedas consecutivas que já comprometem a sobrevivência de suas empresas.
 
No acumulado da crise, perdemos quase 1 milhão de postos de trabalho, empurrando para a incerteza trabalhadores e suas famílias e puxando para baixo a economia. No terceiro trimestre, se nosso setor estivesse ativo, o desempenho do PIB teria sido mais significativo. É preciso sensibilidade para ler os sinais e criar as condições para que a retomada que observamos não seja ameaçada: o agronegócio, que deu grande contribuição para a reação da economia, já dá sinais de desaceleração. Está na indústria da construção o combustível que fará avançar esse movimento. Essa é a mensagem que levamos ao presidente da República, Michel Temer, dias atrás. Junto com outras entidades da cadeia produtiva da construção, criamos uma coalizão para recuperar o nosso setor.
 
Não é difícil e os resultados serão inestimáveis para o momento que vive o país. Há que fomentar o investimento, criando as condições para que a iniciativa privada execute os projetos que os cofres públicos não mais poderão custear. Há que destravar projetos de infraestrutura que, além de garantir competitividade à economia, ajudarão a gerar novos empregos. É o momento de iniciar os projetos do programa de apoio às concessões municipais, que farão uma revolução nas cidades, levando emprego, renda e melhores serviços à população. Há que recuperar o financiamento do mercado imobiliário e restabelecer a segurança jurídica tão necessária a esse setor.
 
Apresentamos uma agenda robusta e de fácil execução. O momento exige sensibilidade e vontade política, visão estratégica e o pleno entendimento do potencial reprimido da indústria da construção. Reaquecer a construção não é um interesse corporativo e localizado: fará bem à economia brasileira e beneficiária toda a população. Essa é a agenda que a CBIC defende.
 
Chegou o momento da virada!
 
 
Fonte: Cbic
DFI SISTEMA FINANCEIRO
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